Acessibilidade e seus desafios

A acessibilidade é um dos temas mais discutidos no setor da construção civil atualmente. Apesar de ser poucos se mostrarem preocupados, é dever da sociedade, em sua totalidade, atentar-se para a usabilidade dos espaços. E lembrar sempre que cadeirantes, idosos, obesos, gestantes, usuários de muletas, crianças, deficientes auditivos e visuais devem ser considerados no planejamento da edificação.

A arquitetura deve ser projetada para em total acessibilidade. Mesmo que não residam pessoas com necessidades especiais no condomínio, ele deve estar preparado para receber visitas com este perfil ou até mesmo futuros moradores. Por isso, é essencial planejar o espaço de forma que ele se torne um ambiente que proporcione acesso, segurança, e principalmente liberdade e autonomia. O projeto arquitetônico bem planejado possibilita a criação de um espaço agradável e prático para pessoas que já encontram dificuldades severas nas ruas das cidades. 

Para orientar arquitetos, engenheiros e demais profissionais da construção civil , a Norma da ABNT nº 9050/2015 mostra como promover a acessibilidade no ambiente construído e proporcionar condições de mobilidade, eliminando as barreiras arquitetônicas e urbanísticas nas cidades, nos edifícios, nos meios de transporte e de comunicação.

Esse material traz informações básicas e um apanhado de possibilidades que ajudam a garantir a acessibilidade na arquitetura e colocar em prática obras e serviços de adequação às necessidades de acesso. Porém, com a prática fomos descobrindo que, em casos especiais, até mesmo o que está descrito nas Normas pode não ser eficiente. Por isso, decidimos conhecer de perto quem realmente vive as dificuldades de locomoção e acesso para projetar construções mais bem adaptadas e assim, garantir o máximo de conforto e segurança aos moradores.

O melhor momento para elaborar ambientes adaptados é durante a concepção do empreendimento. Por isso, a arquiteta Maria Eduarda Brandão, que faz parte do time que está desenvolvendo o empreendimento D/Spot, visitou o Sr. Francisco, cadeirante e que teve a gentileza de abrir as portas do seu apartamento e mostrar as reais dificuldades de se viver em ambientes que não foram projetados com essa preocupação. Portas, tomadas, interruptores, elevadores, botoeiras, registros. Os detalhes mais simples, podem se tornar grandes dificuldades para pessoas com deficiência motora. Sr. Francisco mostrou, por exemplo, como o espaço vazio é importante para fazer o giro da cadeira ou como as alturas diferenciadas das bancadas são importantes para que possam realizar suas rotinas doméstica como lavar a louça.

Além disso, para melhor entendimento da ergonomia, a arquiteta se reuniu com a fisioterapeuta Letícia  Carbonari (Crefito 38.900F) e com Salete Cecília de Souza, Coordenadora do Programa de Promoção de Acessibilidade (PPA) da UNISUL que faz trabalhos especificamente com pessoas com deficiência física, auditiva e visual. Ambas atentaram para os detalhes, como por exemplo fitas antiderrapantes em rampas e corrimãos adequados que ajudam idosos ou pessoas com capacidade motora reduzida.

Comunicação visual com cores contrastantes e letras grandes apontando o caminho ou sinalizações sonoras nos elevadores podem ajudar deficientes visuais a encontrarem seu andar. Placas comunicativas direcionadas a pessoas com deficiência auditiva, facilitam o seu dia a dia em novos ambientes. 

Salete nos ajudou a entender um pouco como enfrentar cada uma dessas dificuldades e como podemos incorporá-las em nosso novo empreendimento com soluções práticas, mas de grande efeito para parte significativa da sociedade.

O projeto D/Spot está sendo concebido de forma diferente de todos os outros projetos da Dimas Construções. Pesquisas e dados foram utilizados para as tomadas de decisão e a premissa de tornar o empreendimento inclusivo para todos foi mantida durante o processo de desenvolvimento do produto.